Peronia
Peronia é um pequeno vilarejo caiçara, isolado e esquecido pelo mundo. Seus habitantes acreditam ser os últimos humanos sobreviventes do Dilúvio — um povo remanescente, agarrado à vida entre o mar, a floresta e as montanhas.
A comunidade é liderada por Jacobiah, descendente direto do fundador mítico do vilarejo, Kaoh, cujo nome ainda é pronunciado com reverência e temor. Sob sua liderança, Peronia sobrevive de forma simples e frágil, sustentando-se principalmente pela pesca, pela coleta de frutas e por ocasionais incursões à floresta para caçar porcos selvagens.
Contrastando com a precariedade do vilarejo, ergue-se o Forte da Memória — uma imponente torre de pedra posicionada entre Peronia e a cadeia de montanhas que isola o povoado do restante do continente. Suas muralhas austeras parecem antigas demais para o mundo atual.
O Forte abriga a Ordem dos Memoriários, uma comunidade monástica dedicada a registrar, preservar e guardar a memória do mundo. Entre a Ordem e Peronia existe um pacto antigo e inquebrável: o primogênito de cada família peroniana deve ser entregue à Ordem, onde será convertido em mais um monge Memoriário.
Em troca, a Ordem oferece a proteção de suas muralhas de pedra e de sua magia ancestral sempre que Peronia é atacada — seja por trolls vindos das montanhas, orcs que emergem dos pântanos ou bandoleiros refugiados na floresta.
À beira do mar, Peronia possui um pequeno e improvisado porto, onde barcos simples balançam ao ritmo das marés. Ali também se ergue um farol de pedra, cuja chama nunca se apaga — cortesia da Ordem dos Memoriários. Próximo ao porto funciona o mercado de peixes, onde os pescadores negociam o resultado de suas pescarias diárias.
Anexo ao porto estende-se o vilarejo propriamente dito. No centro encontra-se uma praça simples, construída em torno de um antigo poço de água doce. Barracas improvisadas vendem frutas, remédios naturais e pequenos artefatos. É também na praça que se localiza a Casa do Chefe, onde Jacobiah vive e atende aqueles que o procuram em busca de decisões, conselhos ou justiça.
Da praça partem ruas e ruelas estreitas, onde pequenas casas de pau-a-pique e palha se comprimem umas contra as outras, como se buscassem proteção mútua. Uma dessas ruas conduz ao campo de treinamento, onde guerreiros aprimoram suas habilidades de combate e se preparam para defender o vilarejo quando necessário.
O campo é liderado por Agam, um veterano honrado, marcado por inúmeras cicatrizes adquiridas ao longo de anos enfrentando trolls, orcs e toda ameaça que ousasse se aproximar de Peronia. Ao seu lado está Aquil, seu fiel escudeiro — um jovem híbrido de humano com troll, encontrado ainda recém-nascido e abandonado na floresta.
Aquil é bem-humorado e descontraído, apesar de sofrer rejeição e preconceito por parte de alguns peronianos devido à sua condição híbrida. Além de treinar os defensores da vila, a academia de Agam também oferece serviços de escolta para aqueles que precisam se aventurar além dos limites seguros de Peronia, rumo a um mundo que poucos conhecem — e do qual muitos não retornam.
Imagens geradas pelo ChatGPT
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